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Osteoporose
A
osteoporose é uma “doença sistémica (ou seja, que não é local, é
generalizada a todo o organismo) do esqueleto caracterizada por uma
diminuição da massa óssea e alteração da microarquitectura do tecido
ósseo, com o consequente aumento da fragilidade do osso e maior risco de
fractura”.
O
que é que me acontece se eu tiver osteoporose?
Na
osteoporose o problema é que aumenta a probabilidade de a pessoa sofrer
uma fractura. As fracturas mais frequentes na osteoporose são as
fracturas das extremidades inferiores dos antebraços (punhos), das vértebras
e do colo do fémur (osso da coxa). Estas fracturas podem recuperar
completamente mas no caso dos idosos aumenta a probabilidade de a recuperação
ser apenas parcial com consequências graves como dificuldades em andar ou
realizar atrefas domésticas. Também podem haver complicações da
cirurgia de tratamento da fractura mas o mais frequente é que a pessoa
permaneça imobilizada por mais tempo o que aumenta o risco de infecções
e de acidentes vasculares. Além disso a osteoporose pode ainda causar
dor, cifose (curvatura acentuada da coluna vertebral para a frente) e
perda da estatura.
Mas
como é que a osteoporose aparece?
O
tecido ósseo encontra-se em constante remodelação. Para isso há células
que o vão degradando (osteoclastos) e outras que o vão regenerando
(osteoblastos). Assim sendo, todos os factores que aumentem a actividade
dos osteoclastos:
ou
reduzam a actividade dos osteoblastos:
-
Imobilização
-
PTH
-
Corticoesteróides
-
Outras substâncias
vão
provocar osteoporose. Pelo contrário para evitar a osteoporose é preciso
estimular os factores que reduzem a actividade dos osteoclastos:
-
Estrogénios
-
Calcitonina[3]
-
Cálcio e vitamina D
-
Outras substâncias
ou
aumentam a actividade dos osteoblastos:
-
Exercício físico
-
Sais de flúor
-
Hormona do crescimento
-
Outras substâncias
Estas
actividades surgem alteradas:
-
Na menopausa (diminuem os estrogénios)
-
No envelhecimento (diminui a absorção da cálcio a nível intestinal)
-
Na imobilização
-
Nos problemas da nutrição:
o
O excesso em proteínas, fosfatos, sódio e café (porque aumentam a saída
de cálcio pela urina)
o
O álcool (é tóxico para os osteoblastos e é mais frequente o
sedentarismo e a má-nutrição)
o
A deficiência de flúor, vitaminas K, C, B6, B12 e Zinco (porque são
indispensáveis à formação do osso)
o
Doenças endócrinas
o
Doenças hematológicas
o
Doenças gastroenterológicas
o
Doenças neurológicas
o
Doenças respiratórias
o
Doenças reumatológicas
o
Doenças infiltrativas
o
Doenças hereditárias
o
Hemodiálise
o
Transplantação
o
Medicamentos
Bibliografia:
Queiroz,
MV: Osteoporose. Lidel. 1998.
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